Prefeitura Municipal de Porto alegre
Secretaria Municipal de Educação
Diretoria Pedagógica / Coordenação do Ensino Fundamental
Assessoria do Ensino Fundamental- Região Oeste
Síntese das discussões:
Caracterização do aluno de 2º Ciclo
· Alguns necessitam de atividades para trabalhar compreensão de textos, resgate da alfabetização, compreensão da leitura;
· Leitura fragmentada;
· Autocríticos em relação aos seus trabalhos (Artes);
· Ainda necessitam do concreto;
· São inseguros;
· Alegres;
· Topam muitas propostas;
· Têm condições de participar coletivamente do planejamento na Educação Física;
· Apresentam maior interesse em aprender, quando o (s) tema (s) envolve (m) pesquisa;
· Resistentes: utilização material concreto, leitura, interpretação, resolução de problemas que envolvam pensar;
· Não valorizam o raciocínio- lógico caso não haja operações matemáticas ou relação com o cotidiano;
· Dificuldades cognitivas ( ex: relacionar , categorizar,etc.);
· Indisciplina em consequência das dificuldades cognitivas;
· Violência;
· Mudanças emocionais que afetam a memorização, concentração, tolerância;
· Entram curiosos, felizes, motivados, com potencial latente e, com o passar dos anos, vão perdendo a motivação em relação a aprender;
· Necessitam de regras bem claras e falas únicas dentro da escola;
· Gostam de brincar, mas tentam negar isso;
· Posicionamento crítico;
· Começam a fazer analogias dos seus espaços de convivências, entrando em conflito com seus pares e com as figuras de autoridade;
· Precisam de regras que sejam co-construídas;
· São questionadores, testam a validade das regras;
· Em B10, o aluno aceita e acata as regras, já em B30, há uma mudança radical;
· Inclusão/ diferenças entre os alunos-a relação;
· São alunos que entram em B10 crianças e saem em B30 com características de adolescentes.
· Muitas mudanças: físicas e culturais;
· Estão em processo de autoafirmação e de construção da autoimagem.
Possiblidades de aprendizagens:
· É o ciclo das introduções: estudar de mapas, introduzir às ciências, estruturar dos textos;
· Planejar em conjunto com todos os professores que atendem a turma;
· Acreditar neste aluno, proporcionando autonomia;
· Trabalhar conceitos significativos;
· Proporcionar todas as situações possíveis para vivenciar o concreto nas aprendizagens que envolvam a matemática.
· Criar espaços lúdicos, oportunizar o brincar neste ciclo;
· Oportunizar e desenvolver o silêncio como capacidade de ouvir a oralidade do outro;
· Instigar o hábito da pesquisa;
· Apropriar-se das novas mídias e tecnologias;
· Construir espaços e situações na qual se possibilite o diálogo sobre: ética, sociedades, famílias e suas inter-relações.
· Trabalhar com oficinas de fazeres práticos;
· Oferecer espaço para a música;
· Valorizar as habilidades individuais;
· Ensinar como pesquisar;
· Produzir textos;
· aprender a ouvir a partir de leitura de livros feita pelos professores;
· Usar recursos: aprender a manipular objetos em experiências, em robótica, nos projetos, no “diálogo” com as mídias (sites de buscas, recursos dos computadores, dos celulares).
Que práticas/ intervenções são importantes:
· Perda da referência, justamente no momento em que estão entrando na adolescência torna o trabalho com esses alunos mais complexo.
· Um único professor em B20 não consegue dar conta de todas ass áreas.
· Necessidade de um trabalho pluridocente, como forma de possibilitar o aluno descobrir “novas afetividades”- outras maneiras de se realcionar afetivamente em um ambiente de trabalho pedagógico.
· Ressignificar a matemática;
· Projeto de escola pensando “o como fazer” deste 2º ciclo, dando continuidade e aumentando a complexidade dos jogos trabalhados; independente da disciplina e do professor.
· É importante o professor trabalhar com a família a responsabiliade do caderno de tema, por exemplo;
· Criar hábitos, esclarecer a família e o aluno;
· Ajudar a desenvolver hábitos de estudo;
· Trazer informações;
· Progressivamente, aumentar a quantidade e a qualidade das atividades propostas;
· Retomada dos conteúdos;
· O professor apostar no seu trabalho acreditar que o aluno pode conseguir;
· Não ter medo de ampliar o mundo do aluno; não ficar somente na realidade do aluno;
· Oportunizar vivência o mais possível;
· Ensinar a ler, escrever, operar e resolver problemas;
· Desenvolver as competências em todas as áreas, não só as referências;
· Desenvolver o potencial criativo, enriquecendo o processo do fantasiar;
· Construir coletivamente uma rotina comum, respeitando as especificidades de cada disciplina;
· Ter apoio de equipe multidisciplinar da SMED para os casos específicos.
· Cobrar da família o seu papel na construção deste sujeito em transformação. Questionar quais são os valores e as obrigações para com;
· Reforçar o hábito de leitura, pois a essência da mesma está nos livros;
· Investir na capacitação dos professores;
· Possibilidade de trabalhar o lúdico com o brincar que esta faixa etária gosta: Ex: stop, sudoku, questionários, jogos com desafios, jogo de cartas, etc...;
· Usar a poesia como veículo de construção de espaços, dialogando com os mesmos;
· Propiciar espaços dialógicos com os alunos e entre os alunos. Onde os alunos possam se perceber como sujeitos fazedores de sua história e de seu meio social.
· Oportunizar ações que vão de encontro com as diferentes manifestações de violência, dos valores éticos/morais, ao pensar em sociedades. Com isso, formentar o Eu crítico desses sujeitos.
· Professor precisa retomar constantemente as regras;
· Explorar as tecnologias de comunicação.
· Pesquisas;
· visita a museus ( o da PUC, por exemplo);
· Ida a cinemas;
· Interlocução entre a escolas;
· Projetos de pesquisas com enfoque em aprendizagens significativas;
· Projeto que visem a aproximação entre os colegas/ professores (Projeto Recreio)
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